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Dimensões Antropológicas dos cultos afro-brasileiros

por Prof.Dr. Antonio Sidekum
 


INTRODUÇÃO

O presente texto concentra-se num enfoque especial sobre os símbolos religiosos, isso numa perspectiva antropológica para resgatar=se a totalidade do sentido carregado pelo princípio que fundamenta a prática religiosa na sua multiplicidade de orientações e crenças e finalmente, como conclusão, apresentam-se as fortes contribuições pedagógicas no que se refere às lições que poderemos extrair dos ensinamentos que o terreiro propõe quanto ao respeito à natureza territorial e cósmica.

Assim temos que considerar todo processo histórico de cada entidade religiosa ao longo da história. Quanto à cultura religiosa dos povos afro-americanos e dos Conselhos do povo de terreiro no Brasil que desponta cada vez mais para uma riqueza fantástica da revelação do sagrado no sentido para nortear o humano. A religiosidade vai ao encontro dos desafios às perguntas fundamentais do ser humano quanto ao sentido da vida, da solidariedade e espiritualidade. Esta perspectiva nem sempre é respeitada pelos dirigentes da sociedade, por ser uma prática religiosa, fundamentalmente a afro-brasileira

Poderemos afirmar de uma maneira mais segura, em palavras mais simples, ao assumir a relevância da possibilidade de refletir e retomar a noção do Inter-logos, é possível entender, de outro modo, pela reflexão antropológica a relação entre a noção de identidade da experiência religiosa e a noção de experiência sociopolítica. No caso desta reflexão que é aqui apresentada, é preciso reconhecer nela que somos parte de sociedades pluralistas e que, atualmente, não existe um nexo único entre a religião, a política e a sociedade. Esta relação é muito mais complexa do que se pensou em outras épocas e, por isso, exigem outras mediações conceituais sociopolíticas, distintas daquelas que herdamos e, em relação a qual, os filósofos ainda não são capazes de exprimir-se na sua completude. Por isso temos os grandes e trágicos momentos de preconceitos nas universidades que abrangem os cursos de filosofia e principalmente os cursos de Direito que formam nossos sábios e humanos juízes. Todavia, animados por uma arte da interpretação e das formas práticas e claras do discurso, nossa tese principal evidencia que não há como separar as formas de vida boa e os modelos de justiça, pois o discurso da vida ética necessita, ao mesmo tempo, da formalidade das regras e da substância ética estreitamente associada aos valores Aqui se trata dos valores fundamentais que possam ser consolidada numa humanidade justa e fraterna. Essa questão torna inviável separar o princípio ético de uma cultura nas suas diversas formas religiosas, e, ao mesmo tempo, que justifica a necessidade para buscar recursos dos procedimentos. Daí, então, as quatro hipóteses de trabalho, que se deveria analisar nos diferentes contextos, mas que agora apenas enunciamos brevemente.

OS SIMBOLISMOS RELIGIOSOS:

Segundo Ricardo Salas Astrain na sua obra O Sagrado e o Humano: para uma hermenêutica das religiões poderemos citar e comentar:

· 1. As religiões, em termos gerais, asseguram o ordenamento axiológico de cada cultura; por isso, as formas de eticidade estão impregnadas pelos símbolos e imaginários religiosos; a partir deles, cada sujeito busca dar conta, inicialmente, do ou dos muito(s) conflito(s) humanos e sociais fundamentais.

· 2. Todas as formas religiosas, incluindo os relatos míticos[1][2] e, inclusive, os poemas místicos, demonstram a pluralidade das formas religiosas concretas: nenhuma religião é um todo homogêneo e compacto, pois ela supõe o jogo de formas discursivas e tradições plurais. Por isso, encontramos, por exemplo, no cristianismo uma pluralidade de formas de celebrar cultos e interpretação do Novo Testamento e nas religiões afro-brasileiras uma diversidade enorme de celebrações sagradas, conforme as origens das múltiplas etnias advindas da África. É preciso lembrar que os povos africanos não podiam celebrar seus cultos em ritos africanos. Houve uma forma de sincretismo religioso. O que acontece como em todos os países latino-americanos foi uma superposição de elementos culturais, principalmente na linguagem, arquitetura e na culinária. Aos poucos a profundidade cultural afro-brasileira pediu licença e entrou em cena, apesar das perseguições e preconceitos. Na atualidade devemos ler os discursos e as perseguições cometidas por algumas poderosas igrejas eletrônicas, que acusam nas suas redes de televisão os cultos afro-brasileiros como sendo coisa satânica.

· 3. O exercício reflexivo, segundo Salas Astrain, é parte da dinâmica discursiva, pois assegura a possibilidade da reconstrução do sentido religioso; por isso, neste estágio é aonde se pode assegurar, com mais claridade, o diálogo inter-religioso, o qual presume um exercício complexo de tradução entre as religiões em diálogo. E aqui se deve considerar a grandiosa dificuldade que encontramos em nosso meio religioso brasileiro para um reconhecimento da pessoa humana dentro da inserção de sua religiosidade. Referimo-nos aos cultos indígenas e afro-brasileiros

· 4. Um pensar intercultural – pensamos humildemente – na medida em que exercite a interdiscursividade de suas tradições ad intra, pode abrir-se a um diálogo efetivo com outros discursos teológicos; o fechamento sobre si mesmo pode conduzir ao fundamentalismo religioso, que, ao identificar poder político e poder religioso em um todo homogêneo, resulta contraditório com as exigências específicas de uma ética intercultural aberta às outras religiões e aos outros que não crêem em preceitos, por exemplo, na tradição judaica, cristã ou islâmica.

CONCLUSÃO

HORIZONTALIDADE: NATUREZA E ESPIRITUALIDADE

Para este enfoque queremos mencionar a relação, mesmo sendo complicada e que muitas vezes não é aceita pela comunidade social e política, por isso é preciso tratar de relações das práticas religiosas afro-brasileira acentuando a explicitação entre os elementos da natureza e a espiritualidade. Aqui entramos no campo da visão antropológica do princípio não antagônico: Natureza e Espiritualidade. Este princípio se afirma no equilíbrio horizontal entre a relação dos elementos da natureza e das entidades da espiritualidade. Aqui jaz um dos grandes problemas fundamentais que aparece muitas vezes na vida das religiões ocidentais: a superação do maniqueísmo (o bem e o mal). Esta forma de maniqueísmo é conhecida tão bem no mundo ocidental contemporâneo: uma única religião tem a verdade, a nossa cultura ocidental tem os verdadeiros princípios da moral são afirmados e consolidadas na coerência para com as leis políticas, sociais (para a família, escola, segurança pública e saúde...).

Aparece, assim, uma necessidade para considerarmos os fundamentais princípios que norteiam o povo de terreiros[3]: a relação com as identidades espirituais e os elementos da natureza. Nesta perspectiva a pergunta volta-se para a natureza: quem e como seres vivos no contexto do cosmos?[4] O que é a irmandade cósmica? Em que consiste a irmandade humana a partir da cosmovisão da tradição cultural africana? [5] Pressupõe-se sempre uma horizontalidade e de equilíbrio entre o ser humano e os elementos da natureza. Zulmar Carpes, Pai Juca, de Florianópolis manifesta essa relação de equilíbrio entre a natureza e a espiritualidade, assim:

“O “santo” é tão simples que se torna complicado. Ele é complexo porque a simplicidade é uma complexidade muito grande, é? Mas a força dele é intrínseca, de dentro prá fora e de fora prá dentro. Não tem uma pessoa superior à outra. Todos são iguais, filhos da mesma criação. Tudo é uma energia cósmica. Através dessa explosão é que se deu a criação e cada energia é concatenada, mas todas vivem entrelaçadas. É do caos que surge a vida. Se não houver o caos, nada se transforma e o Universo é assim. Se o Universo é assim, a nossa vida também é. Se você olhar bem para dentro de você toda, já viu que cada um é um Universo, cada um é uma energia.”

Com Tramonte[6] poderemos concluir que “as divindades cumprem ainda uma função educativa na vida ritual e material do médium, premiando-o ou punindo-o severamente quando das desobediências voluntárias ou involuntárias.”

REFERÊNCIAS

CASADALIGA, Pedro. TERRA, Pedro. NASCIMENTO, Milton. Missa dos Quilombos. Documento Sonoro. Projeto Nascimento. Ariola Discos fonográficos e Fitas magnéticas. 1982.

EZE, Emmanuel Chukwudi. African Philosophy, an Anthology. Oxford 4 UK: Blackwell Publishers Ltd., 1998.

FORNET-BETANCOURT, Raúl. (Org.). Menschenbilder interkulturell. Kulturen der Humanisierung und der Anerkenung. Aachen: Verlagsgruppe Mainz, 2008.

GARAUDY, Roger. Dançar a vida. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1980.

HOUNTONDJI, Paulin J. Afrikanische Philosophie: Mythos und Realität. Berlin: Dietz Verlag, 1993.

MADU, Raphael Okechukwu. African Symbols,Proverbs and Myths: the hermeneutics of Destiny. New York: Peter Lang, 1992.

NGOENHA, Severino Elias. Concepções africanas do ser humano. I FORNET-BETANCOURT, Raúl. (Org.). Menschenbilder interkulturell. Kulturen der Humanisierung und der Anerkenung. Aachen: Verlagsgruppe Mainz, 2008.

NGOYL, Albertine Tshibilondi. La conception negro-africaine de la personne: un projet d’accomplissement humain. In FORNET-BETANCOURT, Raúl. (Org.). Menschenbilder interkulturell. Kulturen der Humanisierung und der Anerkenung. Aachen: Verlagsgruppe Mainz, 2008.

SALAS ASTRAÍN, Ricardo. O Sagrado eo Humana: por uma hermenêutica das religiões. Nova Petrópolis: Nova Harmonia, 2018

TRAMONTE, Cristiana. Com a bandeira de Oxalá: Trajetória, práticas e concepções das religiões afro-brasileiras na Grande Florianópolis. Itajaí: Univali, 2001.



[1] Cf. MADU, Raphael Okechukwu. African Symbols,Proverbs and Myths: the hermeneutics of Destiny. New York: Peter Lang, 1992.

[3] Cf. TRAMONTE, Cristiana. Com a bandeira de Oxalá: Trajetória, práticas e concepções das religiões afro-brasileiras na Grande Florianópolis. Itajaí: Univali, 2001.

[4] Cf. NGOYL, Albertine Tshibilondi. La conception negro-africaine de la personne: un projet d’accomplissement humain. In FORNET-BETANCOURT, Raúl. (Org.). Menschenbilder interkulturell. Kulturen der Humanisierung und der Anerkenung. Aachen: Verlagsgruppe Mainz, 2008.

[5] HOUNTONDJI, Paulin J. Afrikanische Philosophie: Mythos und Realität. Berlin: Dietz Verlag, 1993.

[6] TRAMONTE, C. op. cit. p.405

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